E agora nesse retângulo apertado
São tantos narizes metidos
Onde não são chamados.
São eles finos achatados
Grandes, médios e pequenos
Pontudos e afilados
Estranhos e disfarçados.
Uns escondendo sujeiras
Outros sustentando armações
Mas todos aspirando ao mesmo fim
Inspirar, expirar, respirar enfim.
H’ta Rios.
Seja super bem vindo!
Eis o Pescaria, grupo literário pioneiro nas terras do Araras, hoje Varjota – Ceará.
Grupo de caráter cultural, primando as Letras, denominado Pescaria, cujo objetivo é pescar indivíduos às letras e artes, ofertando-os o alimento – o peixe – da liberdade, o saber.
Venha pescar e ser pescador (a) da literatura junto da gente.
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
20ª Pesca
Este sábado 03 de Maio de 2014 aconteceu a pesca de número 21, primeira pesca no ponto de cultura Recanto das Artes, continuou com a discussão sobre Mitologia.
A visão mitológica grega do mundo discutindo a origem do mundo, principais Deuses e suas origens, os Titãs.
O primeiro sábado de maio foi bastante proveitoso onde além de um conhecimento da mitologia grega realizou-se também uma comparação entre as demais mitologias, apesar de muitas diferenças, temos pontos as quais se assemelham. Como falado antes a mitologia vem como ferramenta de explicação, sendo responsável por responder desde questões bastante complicadas, como a origem do universo ou ainda dia e noite. Em um segundo momento foi expostos poemas dos pescadores, logo após feito a finalização do tema voltamos para o desafio, este bastante proveitoso com peixes muitos interessantes em seguida recitamos as obras.
Troca
Em um hoje qualquer,
qualquer mesmo, sei lá...
Passo numa praça
olho
viro
- Um táxi por favor.
- Lotado, desculpe.
E assim o hoje continua,
que agora foi ontem
e entre ontens e hojes
vivo a trocar.
Deixando um pouco de mim,
pegando um pouco de lá.
Do ruim que se constrói,
do bom que se refaz,
entre hojes e ontens,
quiça, vivo a trocar.
Mailson Furtado e Vanessa Paulino
Fortaleza - CE, um hoje de 2014
qualquer mesmo, sei lá...
Passo numa praça
olho
viro
- Um táxi por favor.
- Lotado, desculpe.
E assim o hoje continua,
que agora foi ontem
e entre ontens e hojes
vivo a trocar.
Deixando um pouco de mim,
pegando um pouco de lá.
Do ruim que se constrói,
do bom que se refaz,
entre hojes e ontens,
quiça, vivo a trocar.
Mailson Furtado e Vanessa Paulino
Fortaleza - CE, um hoje de 2014
A testa
Eis a testa, que em sua constrição, atesta oleosos perfumes de temor. Segue ali seu caminho, tez obscura vinculada à cidade, justamente para aceitar e revelar peculiar pavor. Isso, manifestam umas para as outras cada uma das epidermes, próprias aos comparsas do cotidiano.
As observo, epidermes, sem esquecer-me de meu papel. Andarilhas ou irmãs da jornada civil: somos todas fraternas da fronte amassada por temor, e não sugerimos cautela com nosso odor, que é temor, pois apavoramos o mundo com fragrâncias de horror. Espíritos em descompasso na cidade, quanta amargura ainda podem revelar no silêncio ou em verborragia que margeia o perambular, ao escorrer de pedaços no público espaço?
Poderíamos perceber que, exatamente aqui, agora, produzimos um paradoxo, o entremeio do sadismo e do masoquismo? De que forma e em que terra nos arrastamos, insurgimos contra outros e aparentemente em favor de nós mesmos? Seguimos na mutante cidade de pedra, assentada na renovada idade da pedra.
Fortaleza, prisão anacrônica: seu movimento estrutural é talhado para expropriação do homem, por ele próprio. Eis homem cearense, impulsionado ao e pelo desespero da constatação de que ainda produz calafrios da epiderme em terror, fabrica humano ódio com ardor. E daí se segue com ironia e nos percalços do cotidiano a gênese de nosso vampiresco amor. Luz na terra da luz.
Fortaleza iluminada: adoramos seu matiz, advindo das sombras.
Adiante obscuro clamor.
Guajupiá EmTerra'fogado
Prazer em primeiro lugar
Sei!, seus espertos.
Sei muito bem
o que querem que eu diga.
Pois bem...
posso dizer.
Digo?
Ah não...
sou tímido, cês num sabem?
Um prazer de início,
pode ser, sei lá...
...um simples nice to meet you
ou um simples oi:
- Prazer, então - disse, como queriam.
E depois de algum tempo,
o prazer mesmo
veio
quase em
último
lugar.
'nando Cará
Sei muito bem
o que querem que eu diga.
Pois bem...
posso dizer.
Digo?
Ah não...
sou tímido, cês num sabem?
Um prazer de início,
pode ser, sei lá...
...um simples nice to meet you
ou um simples oi:
- Prazer, então - disse, como queriam.
E depois de algum tempo,
o prazer mesmo
veio
quase em
último
lugar.
'nando Cará
O espelho de água reflete a alma
Camaradas e caros leitores/ouvintes
que me leem ou escutam,
concluo, sem porquê especial
que o espelho reflete o concreto,
o abstrato é sempre incerto
a quem sente, pensa
ou vê no escuro.
Enfim... mudando de assunto,
a água que corre e que para
[que por Narciso já parou],
reflete o que está na minha frente,
o que está dentro,
que molhado sente
de água, de sangue
eis a alma e o reflexo
do que sou.
'nando Cará
que me leem ou escutam,
concluo, sem porquê especial
que o espelho reflete o concreto,
o abstrato é sempre incerto
a quem sente, pensa
ou vê no escuro.
Enfim... mudando de assunto,
a água que corre e que para
[que por Narciso já parou],
reflete o que está na minha frente,
o que está dentro,
que molhado sente
de água, de sangue
eis a alma e o reflexo
do que sou.
'nando Cará
Superstição
Não posso, não devo, faz mal
Assim me disseram desde criança,
Mas não sei o mal que faz
Não dizem, não falam, apenas comenta,
Só que sei que não sai da lembrança jamais.
Dançar na quaresma Deus o livre
Pras minhas pernas secar?
Comer leite com manga, nunquinha
Quebrar espelho da sete anos de azar.
De tudo o povo inventa, na dúvida fico na minha.
Por isso cuidado menino o gato preto cruzar
Pra depois não vir o lamento
Que nada tende a melhorar
Pra não ficar depois o lamento
Da falta de sorte de encontrar.
Vaz Rio
Assim me disseram desde criança,
Mas não sei o mal que faz
Não dizem, não falam, apenas comenta,
Só que sei que não sai da lembrança jamais.
Dançar na quaresma Deus o livre
Pras minhas pernas secar?
Comer leite com manga, nunquinha
Quebrar espelho da sete anos de azar.
De tudo o povo inventa, na dúvida fico na minha.
Por isso cuidado menino o gato preto cruzar
Pra depois não vir o lamento
Que nada tende a melhorar
Pra não ficar depois o lamento
Da falta de sorte de encontrar.
Vaz Rio
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